3 - terça-feira, fevereiro, 2026
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Delegada relata ameaça após parabenizar prisão de investigador acusado de estupro

Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Reprodução

A delegada da Polícia Civil Jannira Laranjeiras afirmou ter sido alvo de mensagens de intimidação após publicar nas redes sociais um posicionamento parabenizando a atuação da instituição na prisão do investigador da Polícia Judiciária Civil (PJC), Manoel Batista da Silva,52. O servidor é acusado de estuprar uma detenta dentro da delegacia de Sorriso (420 km ao Norte).

Em postagem divulgada nesta segunda-feira (2), a delegada relatou que as mensagens, que teriam sido enviadas por policiais lotados no mesmo município, tinham teor intimidatório e buscavam transformá-la em alvo de ataques pessoais.

“Depois de compartilhar uma notícia em que narra a prisão preventiva de um policial civil acusado de estuprar uma detenta dentro da delegacia, eu recebi mensagens privadas de intimidação… mensagens tentando transformar meu posicionamento como mulher, e como especialista no enfrentamento de violência contra mulher, em ataques pessoais. Mensagens tentando me constranger por defender a investigação técnica e a responsabilização criminal”, comentou a delegada.

Jannira ressaltou que recebeu ofensas após se posicionar publicamente sobre o caso. “Sou mulher, sou mãe, sou profissional da segurança pública e escolhi essa profissão para defender pessoas e não para proteger crimes. Quando uma mulher é violentada dentro de uma instituição de segurança, o Estado precisa responder com rigor”, afirmou.

Em sua publicação, ela também enfatizou a importância de não silenciar diante de tentativas de coação: “Quando alguém tenta calar quem defende isso, nós temos que falar mais alto. Se preciso for, gritar”.

A postagem gerou repercussão entre profissionais da segurança pública e ativistas dos direitos das mulheres, que destacaram a importância da integridade da investigação e o apoio à responsabilização de servidores envolvidos em crimes.

O caso do investigador Manoel Batista da Silva segue em apuração pela Polícia Civil, que também investiga possibilidade de outras vítimas. Ele está preso preventivamente e responde a inquérito por estupro dentro da delegacia de Sorriso.

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