10 - terça-feira, fevereiro, 2026
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‘CPI não será para criminalizar, mas apurar se houve desvios’, afirma Wilson

Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: TV Vila Real

Autor do requerimento que resultou na instalação da Comissão Processante de Inquérito (CPI) da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou que a comissão não tem objetivo criminalizar servidores ou gestores públicos. De acordo com o parlamentar, a CPI vai apurar contratos, procedimentos administrativos e compras realizadas sem licitação, que ultrapassam R$ 300 milhões.

Segundo ele, a investigação vai garantir espaço para o contraditório e a apresentação de documentos que comprovem a correta aplicação dos recursos da Secretaria Estadual de Saúde.

“Vamos dar todo o espaço para que tragam documentos de que não houve roubo, de que o dinheiro foi muito bem aplicado, de que não teve esquema com empresas e que não houve prejuízo ao erário. Não queremos aqui fulanizar, criminalizar ninguém. Não estou citando o nome de nenhum servidor. Todos serão convocados e terão oportunidade, sozinhos ou com seus advogados, de expor o seu lado”, afirmou o parlamentar.

O deputado ressaltou que a criação da CPI é resultado de um processo iniciado ainda em 2023 e que se estendeu por mais de dois anos até alcançar o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento interno da Casa. Segundo ele, o requerimento chegou a reunir seis assinaturas, caiu para cinco com a saída de um deputado suplente, voltou a sete e só foi formalizado após nova adesão na última semana.

O parlamentar também afirmou que tratou do tema diretamente com o governador Mauro Mendes (União), em setembro de 2023, durante reunião com mais de 15 deputados estaduais. Na ocasião, segundo ele, foi apresentado um inquérito policial com mais de cinco mil páginas, contendo depoimentos de réus confessos por recebimento de propina.

“Eu levei toda a documentação e disse ao governador: a área da saúde tem corrupção, houve corrupção. Comigo não tem tiro pelas costas, governador. Eu acho que sou o melhor amigo do senhor aqui nessa bancada. Porque amigo é quem fala a verdade. Não é quem fica bajulando, puxando o saco, mentindo. O dinheiro não é seu, é da sociedade. Então eu falei isso. Neste momento há 70 mil servidores trabalhando no Estado. É impossível que alguém não esteja fazendo algo errado. Agora, a partir do momento que o gestor tomou conhecimento, ele é obrigado a tomar providências.”, relatou.

Ao justificar sua defesa pela investigação, Wilson Santos citou sua experiência como ex-prefeito de Cuiabá e afirmou que irregularidades podem ocorrer em qualquer gestão. “Teve corrupção na minha gestão? Teve, claro que teve. Agora, a partir do momento que o gestor tomou conhecimento, ele é obrigado a tomar providências”, afirmou, acrescentando que incentivou a abertura de CPIs durante sua administração municipal.

A CPI da Saúde será composta por dez parlamentares, sendo cinco titulares e cinco suplentes. Conforme o regimento interno da ALMT, o autor do requerimento presidirá a comissão, enquanto os blocos indicarão os demais membros. A maioria das vagas ficará com deputados da base governista.

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