Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Arquivo/Agência Brasil
Cuiabá é a terceira capital do país com maior prevalência recente de uso de maconha entre adolescentes de 13 a 17 anos, com índice de 5,1%, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE na quarta-feira (25). A capital fica atrás apenas de Florianópolis (7,5%) e Porto Alegre (5,5%). O levantamento também revela que 4,2% das crianças abaixo de 13 anos já experimentaram alguma droga ilícita, sendo a maioria meninos da rede pública de ensino.
A socióloga e líder do Núcleo de Mediação Escolar da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Patrícia Carvalho, revela que o trabalho integrado entre as instituições públicas e a família é necessário para minimizar o uso de drogas lícitas e ilícitas.
“O aumento no uso cada vez mais precoce de crianças e adolescentes está associado ao meio em que vivem socialmente. Além disso, o conteúdo consumido nas redes sociais influencia muito no modo de agir e pensar. Então, é importante que a família e a sociedade civil estejam atentas aos fatores que influenciam para as práticas negativas”, afirma.
Ela enfatiza que qualquer mudança de comportamento deve ser observado e verificado tanto pela família, quanto pela unidade escolar, para que seja feito o encaminhamento necessário para esse adolescente.
Patrícia enfatiza que as drogas, tanto lícitas quanto ilícitas, afetam o desenvolvimento cognitivo e, consequentemente, o processo ensino-aprendizagem. Infelizmente, os adolescentes que fazem uso não conseguem aprender e nem obter novas experiências porque estão sobre efeito dessas substâncias.
Na rede estadual de ensino, Patrícia explica que existem ações de prevenção e garantia de direitos das crianças e adolescentes. Equipes multiprofissionais, com psicólogas e assistentes sociais, atuam nas unidades escolares com trabalho orientativo voltado à temática. Além disso, é desenvolvido em conjunto com a Secretaria de Justiça o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), onde são selecionados alunos estrategicamente para participar e, no final, existe uma formação aos participantes.
Ela explica que existe um material já consolidado sobre o tema que é trabalhado com os alunos. Para combater o uso, Patrícia revela ainda que a unidade escolar faz o chamamento dos responsáveis quando necessário e, havendo situações de violação, entra em contato com as instituições que envolvem a rede de proteção.
