Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Chico Ferreira
Com a janela partidária encerrada e o novo desenho político já consolidado dentro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), os partidos começam a voltar suas atenções para a montagem de chapas e para as metas de desempenho nas eleições de 2026. A corrida eleitoral, que definirá as 24 cadeiras do parlamento estadual, mobiliza as principais siglas, que trabalham com projeções internas e objetivos ousados para ampliar bancadas. Um levantamento feito pelo GD traça as metas apostadas pelas direções partidárias. Confira
Entre os partidos que já estabeleceram metas, o Podemos aparece com uma das projeções mais ambiciosas: a legenda quer alcançar 6 cadeiras na próxima legislatura. O objetivo reflete o crescimento do partido no Estado e a estratégia de se consolidar como uma das maiores forças políticas dentro da Assembleia.
O Republicanos, por sua vez, também trabalha com números expressivos e projeta eleger até cinco deputados estaduais. A meta acompanha o avanço da sigla no cenário estadual e o fortalecimento de seu grupo político visando o pleito de 2026.
Já o MDB, tradicional no parlamento mato-grossense, mantém o foco em preservar força e trabalha com expectativa de conquistar quatro cadeiras. A sigla aposta em nomes já consolidados e na estrutura partidária para manter protagonismo no Legislativo.
Na mesma linha, a federação formada por União Brasil e Progressistas também projeta quatro cadeiras, buscando repetir o desempenho atual e manter o grupo entre as maiores bancadas da ALMT.
O PT, dentro da Federação Brasil da Esperança, tem como meta eleger três deputados estaduais. Mesmo mantendo uma bancada menor, a sigla avalia que o cenário pode favorecer o crescimento do campo progressista e aposta na ampliação de representação.
O PSD também projeta crescimento e trabalha com meta de alcançar três cadeiras, enquanto o bloco PSDB-Cidadania pretende eleger entre três e quatro deputados estaduais, mirando fortalecimento após reorganizações internas.
No campo da direita, o PL pretende repetir o desempenho de 2022 e trabalha para eleger dois deputados estaduais, buscando manter a presença mínima já consolidada na Assembleia.
Mesmo sem ter eleito parlamentares na última eleição, o Partido Novo já traça meta ousada e quer conquistar duas cadeiras em 2026, apostando em uma nominata competitiva e no fortalecimento da legenda no Estado.
O PSB, que já teve forte presença na ALMT, não divulgou meta oficial. Segundo informações do diretório regional, o partido trata a formação de chapas e candidaturas sob sigilo.
Metas de cadeiras para 2026
• Podemos: 6 cadeiras
• Republicanos: até 5 cadeiras
• MDB: 4 cadeiras
• União Brasil – Partodo Progressistas : 4 cadeiras
• PT (Federação Brasil da Esperança): 3 cadeiras
• PSD: 3 cadeiras
• PSDB-Cidadania: 3 a 4 cadeiras
• PL: 2 cadeiras
• Novo: 2 cadeiras
• PSB: não informou
Reconfiguração partidária após janela
A janela partidária provocou uma reorganização interna no Parlamento estadual, com partidos ganhando reforços e outros perdendo espaço. O PT foi o único que não sofreu alterações durante o período.
Quem trocou de partido na Assembleia Legislativa
• Max Russi, Fábio Tardin e Beto Dois a Um: PSB → Podemos
• Eduardo Botelho: União → MDB
• Faissal Calil: Cidadania → PL
• Elizeu Nascimento: PL → Novo
• Chico Guarnieri: PRD → PSDB
• Juca do Guaraná: MDB → PSDB
• Nininho: PSD → Republicanos
• Paulo Araújo: PP → Republicanos
• Dr. Eugênio: PSB → Republicanos
Com as metas estabelecidas e as chapas em formação, a expectativa é de que os próximos meses intensifiquem as articulações políticas e a busca por alianças regionais, já que o desempenho nas eleições proporcionais dependerá diretamente do tamanho e competitividade das nominatas de cada partido.
