3 - terça-feira, fevereiro, 2026
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Vítima foi estuprada 4 vezes e ameaçada em 12 h na delegacia

Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Reprodução

Vítima de estupro supostamente cometido pelo investigador Manoel Batista da Silva, 52, relata ter sofrido quatro ataques no intervalo de 12 horas em que permaneceu na delegacia de Sorriso (420 km ao Norte). No período, ela teria sido retirada da cela em todas as ocasiões e ameaçada pelo agressor para que não gritasse. A descrição foi feita por seu advogado, Walter Rapuano, em rede social, no fim da tarde desta segunda-feira (2).

No relato, o jurista narra que a cliente foi detida no dia 8 de dezembro de 2025 e submetida à audiência de custódia em 9 de dezembro. Após a sessão, ela foi levada pelo próprio suspeito para o exame de praxe na Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Naquela data, ela passou a noite sendo violentada pelo investigador. O advogado não detalhou o motivo da detenção da vítima.

Em todos os episódios, a mulher era levada para uma sala vazia sob ameaças de que, caso gritasse, o agressor mataria sua filha pequena. Segundo Rapuano, a vítima não sabia o nome do policial, mas repassou as características físicas que permitiram sua identificação. No dia 10 de dezembro, ela foi transferida para a cadeia feminina de Arenápolis, onde ficou até ser solta, no dia 12.

Logo após deixar o cárcere, a mulher relatou os abusos ao advogado, que acionou as autoridades. No dia 13, a vítima e o marido foram ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciar os crimes. Na mesma data, ela realizou o exame de corpo de delito, onde o perito adiantou a existência de vestígios de material genético do abusador.

O caso foi encaminhado ao delegado responsável, testemunhas foram ouvidas e o material genético de todos os policiais lotados na delegacia foi coletado. O resultado do DNA ficou pronto no dia 30 de janeiro e, somado a outras provas, feito o pedido de prisão preventiva do investigador, cumprido no último domingo (1º).

Em nota, a defesa e a vítima frisam que esperam que o autor seja responsabilizado com o rigor da lei. Reivindicam também que “o tratamento de mulheres submetidas à prisão seja revisto pela Polícia Civil, notadamente no que tange à presença de uma policial do sexo feminino para realizar todo e qualquer procedimento que envolva mulheres presas”.

“Para aqueles que têm a certeza da impunidade pelos cargos que ocupam, ainda há pessoas com coragem para combater estes e outros crimes”, afirmou a defesa.

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