19 - terça-feira, maio, 2026

‘Corja, petulante e ditador’; Júlio dispara contra Mauro Mendes

Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: João Vieira

O deputado estadual Júlio Campos (União) decidiu partir para cima do ex-governador Mauro Mendes (União) e seu grupo político, classificando-os como ‘corja’ que quer tomar o União Brasil. Ao comentar a disputa interna envolvendo o irmão, senador Jayme Campos (União), que tenta aprovar sua pré-candidatura ao governo, Júlio afirmou que o partido cometeu o ‘maior erro’ ao aceitar a chegada de Mendes e seu grupo na sigla em 2018.

“Lamentavelmente, nós tivemos a infelicidade, há 8 anos atrás, em 2018, quando o senhor Mauro Mendes, o senhor [deputado federal] Fábio Garcia e outros foram expulsos do PSB, um partido de esquerda, e nós acomodamos eles no Democratas [antes da fusão com o PSL e se tornar União Brasil]. Cometemos esse erro grave de aceitar essa corja, como diz o termo, e veio para ser não um parceiro, não um companheiro, mas um inimigo”, reclamou durante o programa Opinião da TV Pantanal do Grupo Gazeta de Comunicação.

O parlamentar ainda afirmou que ele e Jayme ‘bancaram’ a candidatura de Mendes ao governo em 2018, quando estaria ‘falido’. “Nós o fizemos, governador. Você lembra, há oito anos atrás. Mauro Mendes estava quebrado, estava em concordata, devendo cento e tantos milhões na praça, não tinha um tostão do bolso para fazer campanha. Nós o lançamos como candidato a governador, bancamos a campanha dele, elegemos o governador do Estado. E ele assumiu o governo e virou o nosso adversário praticamente”, reclamou.

O deputado ainda afirmou que ele e seu irmão não participaram quase nada da administração, e que Jayme Campos ajudou muito sua administração com as emendas parlamentares. “Ele montou um timinho de amiguinhos, os ‘zinhos’ da vida, que você conhece, que está cantado em prosas e versos em Mato Grosso, e assumiu o comando e quer nos expurgar do partido que é nosso”, continuou.

Para Júlio Campos, as eleições majoritárias para governo e presidente serão em dois turnos, o que dá oportunidade para que cada partido e candidato apresentem suas propostas e programa de governo.

“Ele se acha o dono com a sua petulância ditatorial, que ele não é homem de diálogo, ele quer impor goela abaixo do nosso partido a candidatura do Republicanos Otaviano Pivetta, que é um bom sujeito, um homem preparado, está à altura de ser governador, de continuar governando, mas tem que ser com diálogo, na marra não vai, porque ele quer impor”, finalizou.

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